(Mateus 13,3-9)
No texto, Jesus escolhe uma imagem quase banal do dia-a-dia para nos explicar a nossa relação com Deus. Fala-nos de um lavrador que lança a sua semente por todo lado, de modo a que esta cresça e ele possa ter uma boa colheita.
É como se Jesus nos dissesse: Deus dá a todos, sem medida. Tudo o que Deus pode fazer é dar vida. Não é preciso dar muitas voltas à cabeça para compreendermos como podemos merecer o seu amor. Ele dá esse amor constantemente.
A verdadeira questão que esta parábola nos traz é outra, nomeadamente: como podemos receber o que Deus nos dá? Afinal, uma semente não cresce apenas por si própria. Precisa encontrar o solo conveniente para dar fruto.
Em nós e no nosso mundo, há muitos obstáculos que obstruem a comunicação e o crescimento da vida de Deus, do seu amor. A Carta da China menciona um quando diz: Para algumas pessoas, há demasiadas provações que tornam a confiança em Deus impossível.»As más experiências do passado podem endurecer-nos e fazer-nos duvidar da bondade de Deus.
Mas as provações também podem tornar-nos menos auto-suficientes, mais disponíveis para acolher o que vem de outros lados. Paradoxalmente, às vezes, podem ajudar-nos a avançar para uma vida melhor. Não, o obstáculo mais profundo ao acolhimento do dom de Deus não é o sofrimento, mas a recusa de nos deixarmos ser perturbados, por medo ou por comodismo.
Deus surpreende-nos sempre. As crianças gostam de surpresas, mas os adultos nem sempre as apreciam imediatamente. Mexem com os nossos hábitos, deixamos de ter o controlo total das coisas, põem-nos sobre um caminho que nos leva ao desconhecido. Mas se nunca nos deixamos incomodar, como podemos descobrir a vida inesperada que Deus nos oferece?
Esta vontade de acolher aquilo que não controlamos chama-se a confiança. E quando o dom de Deus encontra um coração que confia tudo se torna possível. É a isso que a parábola chama dar fruto ao cêntuplo. O universo inteiro é como que recriado pelo sim de um coração que confia.
Constatamos claramente este sim no Novo Testamento, nos lábios de uma jovem, Maria, a mãe do Senhor, quando o anjo Gabriel foi ao seu encontro: para Maria, o anjo foi como o semeador da parábola. Constatamos este sim, sobretudo em Jesus Cristo, cuja vida se resume na sua totalidade numa frase: Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua.
Talvez pensemos que a experiência de Nossa Senhora e de Jesus Cristo são distantes da nossa. No entanto, pelo contrário, pelo batismo o sim deles torna-se no nosso. Cristo compromete-se conosco a realizar a promessa. Se entramos em nós mesmos fazendo silêncio, então, como a Carta da China nos convida, descobriremos talvez em nós a boa terra que deseja receber a Palavra. E, a longo prazo, este acolhimento transformará o deserto do nosso mundo num jardim florido.
É difícil para mim acreditar que Deus me oferece sempre o seu amor? Porquê?
Quais são os obstáculos em mim e à minha volta que me impedem de acolher esse amor?
Houve algum momento em que descobri a presença e a atividade de Deus de forma surpreendente?



Entender o amor de Deus é complicado, mas não é impossível. Ele nos ama independente do que fazemos ou do que falamos, e a maior lição que Ele tem pra nós é o AMOR, o amor puro e sem manchas, Ele não se importa com o que passou, mas nos dá uma nova oportunidade a cada dia pra que possamos fazer tudo novo e melhor. Nós é que somos cheios de complexos e sempre queremos com as nossas VERDADES afundar e jogar fora tudo que Jesus plantou lá na Cruz. Precisamos amar cada um de nossos irmãos, e sabendo amar (que é um principio básico pra entender o amor de Cristo); vamos saber tbm saber os segredos DELE, e tudo através do amor. Precisamos nos esforçar pra sermos assim como Ele é, e amar como Ele ama e então poderemos ser a TERRA que Ele plantará a semente.
ResponderExcluirvery good.
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